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Representatividade feminina engrandece o Festival de Música de Itajaí

Data de inclusão: 05/09/2019 18:26

O papel da mulher na sociedade é um dos tópicos discutidos no 22º Festival de Música de Itajaí. Ao apostar na ampliação da representatividade feminina no mundo da música, o evento trouxe Elza Soares na primeira noite de shows, uma das principais propagadoras do empoderamento feminino da atualidade.

“Já vivemos fases em que as mulheres não se gostavam; mulher não tinha amiga mulher. Mas chegamos a um ponto que uma mulher precisa da outra, é muito importante uma amizade feminina do seu lado. E hoje eu vejo a mulher muito mais amiga e entrosada, com uma visibilidade bem maior e com uma missão: fazer um mundo melhor. Se o mundo fosse dominado por mulheres, seria outra coisa”, comentou Elza em coletiva de imprensa realizada no sábado (31), antes de subir ao palco.

Mari Monteiro, que abriu o show de Elza Soares, ressalta a importância da união dentro e fora dos palcos. “Precisamos começar a nos enxergar como músicos e não como homens e mulheres. Todos nós temos o nosso espaço e a união entre a classe tende a aumentar esse espaço consideravelmente”, comenta a cantora.

A musicista Mariana Aydar também deu um show de representatividade em sua apresentação no Teatro Municipal na terça-feira (03). Com um discurso seguro e muito eloquente, Mariana comoveu a plateia ao entoar a canção “Triste, louca ou má”, ressaltando a importância do papel da mulher na sociedade. Em entrevista, Mariana ainda exaltou a importância do Festival e se disse completamente encantada com Itajaí. “Espero ter a oportunidade de voltar mais vezes, Itajaí é linda de mais!”, comentou.

Rívia Mickaely e Débora Mazotti, integrantes do Grupo de Percussão de Itajaí reforçam que, no mundo da música o gênero não deve falar mais alto, pois a música é a grande protagonista. “Fazemos parte de um grupo que tem Rodrigo Paiva como coordenador, uma pessoa que preza muito pela inclusão. Nos sentimos muito fortes em cima do palco e sentimos a união de todos os músicos que formam o GPI. Somos todos músicos antes de tudo”, comentam as musicistas.

Rívia ainda ressalta que desde que participa do Festival de Música de Itajaí jamais se sentiu intimidada em se apresentar. “Essa representatividade no Festival de Itajaí é bem latente. Já participei de outros festivais em que as mulheres se sentiam inseguras para se apresentarem, algo que aqui acontece de uma forma extremamente natural”, relata.

Oficinas
Hortênsia Vechi, que ministra a oficina de coral infanto-juvenil, reforça a atuação das mulheres oficineiras nesta edição e ainda comenta a adesão do público feminino. “Neste ano vemos muito mais mulheres participando das oficinas. Até mesmo alguns cursos que contavam com mais homens, como a oficina de harmonia, este ano está repleto de mulheres. Estamos tendo mais liberdade para nos expressar artisticamente e isso é muito gratificante”, comenta.

A cantora Bárbara Damásio comemorou o aumento na representatividade das mulheres no Festival, tanto nas oficinas quanto nos shows. “O festival está se adequando a esta demanda mundial que é a valorização da mulher em todas as áreas. Fico muito feliz de participar do festival como cantora e como monitora da oficina da Juliana Amaral, uma grande artista”.

A programação da 22ª edição do Festival de Música de Itajaí segue até sábado, 07 de setembro, com diversos shows e oficinas.

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